Placa de xisto gravada.
Em 1971 o desaterro para as fundações do edifício da Cooperativa Transformadora dos Productos Agrícolas do Vale do Sorraia destruiu o sítio «megalítico» do Monte da Barca, que tanto pode ter sido um monumento megalítico, como um extenso enterramento em fossa, uma vez considerada a natureza e estado dos artefactos, ser impossível tratar-se de um povoado (Gonçalves, op. cit.).No entanto, o talude resultante do desaterro para as fundações do edifício forneceu uma leitura estratigráfica do local, tendo o estrato arqueológico sido identificado com uma camada de areia escura e compacta, com cerca de 60cm de espessura (estrato C). O material exumado depositava-se entre duas covas preenchidas com entulho de estrato de superfície (estrato A). O pequeno volume de terras que continha espólio e a situação deste fez admotir que se tivesse explorado uma extremidade da câmara funerária do monumento que estaria, na quase totalidade onde a escavadora mecânica fez o desaterro e retirou as maiores e mais significativas peças (Vicente, op. cit.).Vicente, Eduardo Prescott, Gil Estevam Miguéis Andrade e Vítor Manuel Rodrigues Dias, "Uma jazida pré-histórica no Vale do Sorraia", Actas do III Congresso Nacional de Arqueologia, vol1, Porto, 1974, pp. 91-104.Gonçalves, Victor, "O Povoado Calcolítico do Cabeço do Pé da Erra (Coruche)", CLIO, Revista do Centro de História da Universidade de Lisboa, Vol. 4, 1982, p. 8.Calais, Cristina, "A aventura do trabalho: do talhe da pedra à descoberta dos metais", O Homem e o trabalho: a magia da mão, Câmara Municipal de Coruche, Museu Municipal de Coruche, 2003, pp. 33-43.A peça foi temporariamente cedida, no dia 18/06/2005, ao Prof. Doutor Victor Gonçalves, no âmbito da investigação do projecto Placa Nostra.A peça foi entregue ao Museu pelo Prof. Doutor Victor Gonçalves no dia 25/03/2010.